Quem sou eu

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Artista visual, arteira desde sempre. Amo moda, fotografia, desenho, teatro, dança. E mais tantas outras coisas, mas...Acima de tudo, amo a liberdade de ser eu mesma!!!!!

Oi, meu nome é Daniela Karg, bem vindos ao meu blog!

Reunindo minhas linguagens, que transitam pela moda, maquiagem, teatro, fotografia, dança e artes visuais, criei a Alma de Boneca!

Confecciono bonecas, acessórios e fantasias exclusivas, combinando minhas técnicas e elementos vindos de histórias (contadas por quem as encomenda e minha imaginação).

Conheça meu trabalho e fique à vontade, entre contos, sonhos e poesias que costuro em minha ALMA!

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quarta-feira, 18 de abril de 2012

UM E MEIO

Cassie - Central Park
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UM E MEIO

De VINÍCIUS MARQUES

Ou eu tenho você, ou pulo fora. Tem um ano que eu faço o diabo, as tripas, pra te ter coração. Somos amigos, e daí? Porquê devo me importar com isso? Ser um bom rapaz me leva a loucura. Queria que você fosse pro inferno, mas tenho medo também de um dia ter que ir lá te catar, no meu próprio universo. Eu te perguntei algumas vezes: O que eu faço? A resposta é: “Não sei”. Não sei. Se gosta de mim, porquê não briga um pouco? Ou eu acho tudo pouco por querer muito? Perguntas demais. É assim o fracasso. Tenho pena que nossa história venha se tornando isso. Um fracasso; que nada entre a gente se realize por falta de pulso, provavelmente da sua parte, pois eu já ando a algum tempo entregue a sorte. Resolvi colocar uma pedra na nossa carreira mais ou menos por volta de ontem, esquecer que existe tempo suficiente de tocar o telefone com sua voz do outro lado querendo me encontrar. De volta ao começo. Você andando em círculos e eu correndo atrás de um amor perdido. Já ouvi falar em karma. Agora sei na alma do que se trata. É a esperança resignada. Quer mais uma bandeira desfraldada? Sou alucinado por você e detesto ser isso. Quando estamos na mesma festa disfarço tanto que não entendo nada que falam comigo. Fico preocupado em seduzir cada pessoa que te dá atenção. Não me faz bem, e é o único bem que tenho. Assim: incompleto, desprezível, deprimente... O único. Deus me ajude. Ou tira da reta, ou me dá de vez. Se não era pra dar porquê botou no caminho, assim como quem dá a vida com a presença malhada da morte. Fico dizendo seu nome o dia inteiro. Seu nome. Daqui a pouco me vem outro. O que não dá no dia a dia, é trocar você por nada. Nada me agrada. Complicado não? Amar alguém é a apólice de seguro do desespero, o que me tira e me põe de cama a única coisa que faz sentido. O colapso da sabedoria. O caos da paz. E amo mesmo. Muito mais do que devia, mais do que queria a ponto de nem querer ver mais.

Este texto é um monólogo em estudo. 

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