Quem sou eu

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Artista visual, arteira desde sempre. Amo moda, fotografia, desenho, teatro, dança. E mais tantas outras coisas, mas...Acima de tudo, amo a liberdade de ser eu mesma!!!!!

Oi, meu nome é Daniela Karg, bem vindos ao meu blog!

Reunindo minhas linguagens, que transitam pela moda, maquiagem, teatro, fotografia, dança e artes visuais, criei a Alma de Boneca!

Confecciono bonecas, acessórios e fantasias exclusivas, combinando minhas técnicas e elementos vindos de histórias (contadas por quem as encomenda e minha imaginação).

Conheça meu trabalho e fique à vontade, entre contos, sonhos e poesias que costuro em minha ALMA!

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domingo, 16 de setembro de 2012

Mais que ouro!

Separando alguns livros, revistas e imagens importantes para meus trabalhos no atelier, encontrei mais um pequeno tesouro de valor incalculável na minha vida: revistas da Coleção Agulha de Ouro, da "Abril Cultural". Eram da minha avó paterna, minha maior "mentora" e incentivadora artística, já conhecida aqui no Aurora, pela próprio título do blog, em sua homenagem!

Divido registros de algumas pérolas feitas por minha avó e minhas aventuras artesanais pelas páginas das revistas!


Modelo de colcha feita para o meu irmão quando era bebê e parte do molde feito por minha avó, guardado dentro da revista!
 
Chapéu da minha avó que ainda guardo e uso muito em minhas fugas do sol! (Imagens  minhas por Pedro Karg).

Bordado que iniciei, mas não tenho nenhum registro dele...
Minhas primeiras tentativas de trabalhar com miçangas, consegui fazer um brinco e alguns colares, que já não os tenho mais, mas fica a lembrança de minhas atividades!

 Colcha tricotada com restos de novelos de lã, feitas a partir do modelo da revista!

Primeiros trabalhos em ponto cruz, ainda guardo esta amostra na minha caixa de linhas de bordado!

 
Última bata que costurei, baseada no molde de um vestido da revista. Ainda hoje sinto nossa ligação e a presença da minha avó no uso de objetos pessoais e moldes de suas revistas!

Primeira saia que costurei,com minha primeira máquina de costura, aos 16 anos! Guardo e uso ainda hoje, feita com tecido dado pela minha avó!

Isso tudo me faz perceber que, mesmo com uma adolescência quase solitária, eu estive sempre muito bem acompanhada e orientada... Pode parecer uma pregação de moral idiota, mas conheço e conheci raras pessoas que aos 14 ou 17 anos, literalmente ocupassem seu tempo livre com menos consumismo (de dinheiro e de vidas), para se dedicarem no aprendizado de alguma atividade de valor psíquico e emocional.

Há quem diga que para ser artista, devemos ser considerados por nosso valor comercial no mercado das artes... Sei que não serei nenhuma milionária póstuma (risos)... mas sei que carrego por dentro, como um grande baú, os tesouros e relíquias desse mundo de amor aos gestos simples!


Abraços, até o próximo post!






2 comentários:

  1. Quantos registros lindos, tanto das fotos quanto dos sentimentos que você colocou nas palavras! Fiquei emocionada de verdade!

    E me lembrou um texto da Martha Medeiros que eu queria compartilhar aqui... me desculpe pelo tamanho mas é que não consegui escolher só um trecho, rs. O texto se chama 'o capricho da felicidade'

    Bom gosto e mau gosto custam a mesma coisa, me disseram certa vez. Adotei a frase como minha, tanto concordo com ela. Aliás, o mau gosto às vezes custa até mais caro

    Eu estava numa grande loja, naquele esquema de "só estou dando uma olhada", quando vi uma senhora se apossar de uma bolsa como se tivesse encontrado o Santo Graal. Chamou a filha e mostrou: não é linda?? Agarrada à bolsa em frente ao espelho, ela virava de um lado, de outro, extasiada com a própria imagem carregando aquela bolsa de couro azul turquesa com umas 357 tachas pretas. Eu já vi bolsa feia nesta vida, mas como aquela, nem nos meus pesadelos mais tiranos.

    Mas a tal senhora estava apaixonada pela bolsa. Mostrava a etiqueta com o preço para a filha e dizia: "E nem é tão cara!".

    Nem é tão cara??? A loja deveria estender um tapete vermelho e chamar banda de música para quem levasse aquele troço por R$ 5.

    E a senhora voltava pro espelho, se olhava, levo ou não levo? Eu tive vontade de cutucar o ombro dela e dizer pelamordedeus não faça essa loucura, olhe em volta, tem bolsa muito mais bonita, com mais classe, mais usável, deixe essa coisa medonha pra lá.

    Claro que não me meti e saí da loja antes de ver a tragédia consumada.

    E então fiquei pensando nessa história de bom gosto e mau gosto, classificação que os politicamente corretos rejeitam, dizendo que gosto cada um tem o seu e fim de papo. Não é bem assim: a diferenciação existe. O que não impede que pessoas de bom gosto errem, e pessoas de mau gosto acertem - de vez em quando.

    Cheguei em casa e fui reler um texto escrito por Celso Sagastume, em que ele defende que bom gosto se aprende. Que uma pessoa começa a gostar do que é bom quando adquire bagagem cultural (através de viagens e do acesso à arte) e quando tem humildade para observar pessoas e lugares reconhecidamente sofisticados e extrair deles a informação necessária para compor o seu próprio bom gosto.

    Sofisticação, no entanto, tem variadas interpretações. Eu não troco uma charmosa bolsa de palha por uma Louis Vuitton e pode me chamar de maluca. Nunca duvidei de que menos é mais, e acho que estou me saindo razoavelmente bem, com uma porcentagem aceitável de deslizes.

    Bom gosto e mau gosto custam a mesma coisa, me disseram certa vez. Adotei a frase como minha, tanto concordo com ela. Aliás, o mau gosto às vezes custa até mais caro. Ninguém precisa de muito dinheiro quando tem capricho e noção.

    Capricho para tornar sua casa confortável, alegre e preparada não para uma foto ou uma festa, mas para ter história. Capricho para escrever um e-mail mantendo certa diagramação e um português correto. Capricho ao se vestir, deixando de se monitorar por grifes e valorizando mais o estilo.

    Capricho é cuidado e atenção. Flores frescas nos vasos, unhas limpas, música em volume adequado, educação ao falar, abajures em vez de luz direta, um toque personalizado e uma pitada de bom humor em tudo: nas atitudes, no visual, até na bagunça do escritório, que uma baguncinha também tem seu charme.

    Onde eu quero chegar com isso? Na bolsa azul turquesa com 357 tachas pretas que a gente carrega desnecessariamente por falta de treinar o olho para as coisas mais simples.


    Beijos!!

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  2. Sem palavras para agradecer as palavras (risos) e o texto da Martha, adoro o seu trabalho, mas esse eu não conhecia mesmo!
    Até mesmo a "bolsa de palha" que ela prefere me lembrou outra história minha, que infelizmente não posso dividir aqui, mas que revela um universo maravilhoso do que podemos chamar de educação do olhar e bom gosto, revelando truques que uma rede de lojas de grife "adotou" como solução de vendas de bolsas!
    Todos temos nossos pequenos tesouros, não é mesmo?
    É sempre bom trocar histórias e impressões contigo, beijos!

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