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Artista visual, arteira desde sempre. Amo moda, fotografia, desenho, teatro, dança. E mais tantas outras coisas, mas...Acima de tudo, amo a liberdade de ser eu mesma!!!!!

Oi, meu nome é Daniela Karg, bem vindos ao meu blog!

Reunindo minhas linguagens, que transitam pela moda, maquiagem, teatro, fotografia, dança e artes visuais, criei a Alma de Boneca!

Confecciono bonecas, acessórios e fantasias exclusivas, combinando minhas técnicas e elementos vindos de histórias (contadas por quem as encomenda e minha imaginação).

Conheça meu trabalho e fique à vontade, entre contos, sonhos e poesias que costuro em minha ALMA!

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Apontamentos... parte VII



Imagem: Beatriz Martin Vidal

Desde já, aviso aos acadêmicos de plantão, que tenho plena consciência da minha falta de normas e regras de apresentação e disposição de referências bibliográficas... Eis mais algumas leituras da semana, para fechar com chave de ouro, alguns estudos.

Do livro: O Ator e o Método, de Eugênio Kusnet:

Cap. VXI

p.119:

[...] Mas não foi por acaso que descobri esse apoio no exercício de "escrever cartas". Em vários cursos meus, quando a "carta" era usada como um simples exercício de imaginação, eu observava com muita admiração e curiosidade o comportamento dos alunos enquanto eles "escreviam". Todos eles, com a rara exceção de pessoas completamente desprovidas de imaginação, depois de preparar o tema da "carta" e a partir do momento de "escrever" a primeira palavra, conseguiam, sem esforço algum, abstrair-se totalmente do ambiente em que se encontravam e dedicar-se inteiramente à sua tarefa sem o mínimo constrangimento.
[...] no meio dos ouvintes dos meus cursos freqüentemente havia gente sem a mínima experiência teatral e, mesmo assim, era admirável ver todos eles fazerem a cena com espontaneidade e expressividade de grandes atores, ou, de autênticas crianças.
Depois de constatar esses efeitos inesperados, procurei substituir a concentração mental, pelo processo de escrever cartas, e desta vez, não imaginárias, mas sim cartas realmente escritas a lápis e sobre um papel real.
A prática demostrou mais tarde que esse recurso realmente oferece ao ator a possibilidade de agir sozinho, durante o trabalho preparatório, numa atmosfera de espontaneidade, pois no processo de escrever não há nada que possa impedir a sua concentração e tolher a sua liberdade de ação. Nesse processo o ator realmente consegue abstrair-se do ambiente em que se encontra.
Outro fator de indiscutível utilidade é a própria natureza de todas as cartas em geral. Uma carta nunca é um monólogo, e sim um diálogo imaginário com o destinatário. A pessoa que escreve sempre supõe esta ou aquela reação do destinatário ao teor da carta e , praticamente responde de antemão a essas supostas reações. Muito importante também é o fato de que o ator, nessa forma de concentração, não deixa de agir fisicamente: ele escreve. Daí a organicidade no trabalho do ator.

p.127:

[...] Na vida real, para agir certo é preciso pensar certo. Em teatro, para agir certo no lugar do personagem é preciso, em primeiro lugar, descobrir os seus pensamentos.
É isso que o ator consegue por meio das cartas. ele pensa livremente e, enquanto escreve, fixa materialmente os seus pensamentos, podendo, em seguida, racionalizar e selecionar os resultados obtidos espontaneamente. O resultado final desse processo geralmente é uma ação clara e, (embora freqüentemente muito complexa), desprovida de toda a confusão da invencionice psicológica. Paradoxalmente ela é simples dentro de toda a sua complexidade, como deve ter sido simples o luminoso sorriso dos primeiros cristãos enfrentando a morte na goela dos leões.  

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