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Artista visual, arteira desde sempre. Amo moda, fotografia, desenho, teatro, dança. E mais tantas outras coisas, mas...Acima de tudo, amo a liberdade de ser eu mesma!!!!!

Oi, meu nome é Daniela Karg, bem vindos ao meu blog!

Reunindo minhas linguagens, que transitam pela moda, maquiagem, teatro, fotografia, dança e artes visuais, criei a Alma de Boneca!

Confecciono bonecas, acessórios e fantasias exclusivas, combinando minhas técnicas e elementos vindos de histórias (contadas por quem as encomenda e minha imaginação).

Conheça meu trabalho e fique à vontade, entre contos, sonhos e poesias que costuro em minha ALMA!

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terça-feira, 12 de julho de 2011

Presente de despedida!- Pablo Neruda, Poema LXIX

Hoje vou entregar meu TC para a avaliação final do Curso de Artes Visuais.
Passei o dia costurando a capa do meu trabalho, enquanto o sentimento de saudade, cansaço e despedida tomaram conta da tarde...
E para minha surpresa e emoção, recebo o recado de que nossa imagem está vinculada a um poema de Pablo Neruda, na comunidade Wanderlust, no Facebook: http://www.facebook.com/Wanderlust.Community
É uma bela maneira de brindar o final de mais uma etapa e o início de uma nova jornada!
Obrigada pela sensibilidade e por dividir este belo poema com nosso trabalho. Pedro e eu agradecemos muito!


Talvez não ser,
é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando o meio dia com uma flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém soube que crescia
como a origem vermelha da rosa,
sem que sejas, enfim, sem que viesses
brusca, incitante, a conhecer a minha vida,
rajada de roseira, trigo do vento,
e desde então, sou porque tu és
e desde então és, sou e somos...
e por amor serei, serás, seremos.

[Pablo Neruda, Poema LXIX]
Foto: Pedro Karg
Modelo: Daniela Karg

Tal vez no ser es ser sin que tú seas,
sin que vayas cortando el mediodía
como una flor azul, sin que camines
más tarde por la niebla y los ladrillos,
sin esa luz que llevas en la mano
que tal vez otros no verán dorada,
que tal vez nadie supo que crecía
como el origen rojo de la rosa,
sin que seas, en fin, sin que vinieras
brusca, incitante, a conocer mi vida,
ráfaga de rosal, trigo del viento,
y desde entonces soy porque tú eres,
y desde entonces eres, soy y somos,
y por amor seré, serás, seremos.


Abraços, até o próximo post!

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